sexta-feira, 6 de março de 2009

8 de Março...

O Dia 8 de março foi consagrado pela ONU, em 1945, como dia Internacional da Mulher !

A data foi criada em homenagem às operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque que, em 08 de março de 1857, organizaram a primeira greve da história, conduzida unicamente por mulheres.
Sua principal reinvidicação: a redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas.

E partiram para a luta, tendo a manifestação sido duramente reprimidas pela cavalaria da polícia.
A maioria, era composta por mulheres imigrantes judias e italianas com idade entre 13 e 23 anos.
Para se proteger, muitas delas fugiram para dentro da fábrica.
Os portões foram trancados por fora e a policia ateou fogo no prédio por determinação dos patrões causando a morte de 129 mulheres, carbonizadas ou por asfixia.
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Clara Zetkin, uma ativista do movimento feminista alemão propôs, na Primeira Conferencia Internacional de Mulheres, realizada em 1910, em Copenhagen, que o dia 8 de março fosse consagrado como o Dia Internacional da Mulher.

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher.

Em todo o mundo, as mulheres são lembradas, neste dia, de forma especial, porém a maior parte das comemorações não interferem, de fato, na dura realidade dessas mulheres.

Vejamos alguns exemplos aqui no Brasil:

- As mulheres constituem, hoje, 30% dos chefes de família, mas ganham, em média apenas 65% do valor dos salários dos homens.

- A situação das mulheres negras é ainda mais grave, pois chegam a receber salários que representam a metade do valor recebido pelas mulheres brancas.

- Além dessas condições a que estão submetidas, muitas mulheres enfrentam a dupla jornada de trabalho, porquanto assumem, além do emprego fora de casa, a responsabilidade integral pelas tarefas domésticas e o cuidado aos filhos.


- Ocorrem 4 milhões de abortos por ano, dos quais 10% das mulheres que o fazem, morrem em conseqüência das precárias condições nas quais os mesmos são realizados.

- A cada 4 minutos uma mulher é vitima de algum tipo de agressão em distintas classes sociais.


- No Brasil, uma em cada cinco mulheres já sofreu algum tipo de violência física, sexual ou outro abuso praticado por um homem (dados da Fundação Perseu Abramo).

Lei Maria da Penha

Caso nº 12.051/OEA de Maria da Penha Maia Fernandes. Agredida pelo marido durante seis anos. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda por eletrocução e afogamento. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.

- A Lei 11.340/06, que ganhou o nome de Maria da Penha, alterou o Código Penal em favor das mulheres vítimas de violência doméstica e sexual.

A Lei alterou o Código Penal Brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas, a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos, a nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.

São fatos como esses que fazem desse dia um dia de luta, para que a diferença biológica que distingue um homem de uma mulher não seja justificativa para a intolerância, a opressão, a desigualdade de direitos e diferentes formas de violência a que as mulheres são submetidas.

Não se nasce mulher: torna-se.
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