sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Blogagem Coletiva – RAIVA / ÓDIO


Blogagem Coletiva sugerida pela Glorinha do Café com Bolo !

Tema de hoje: RAIVA / ÓDIO

Reagir com raiva costuma não dar certo.
Sem ódio, agimos de modo mais eficaz."
( Dalai Lama )
 
Raiva e Ódio:

O Ódio é mais profundo que a Raiva.
Enquanto a Raiva seria, predominantemente, uma emoção, o Ódio seria, predominantemente, um sentimento.
Paradoxalmente podemos dizer que o ódio é um afeto tão primitivo quanto o amor. Tanto quanto o amor, o ódio nasce de representações e desejos conscientes e inconscientes. Assim como o amor, só odiamos aquilo que nos for muito importante. Não há necessidade de ser-nos muito importantes as coisas pelas quais experimentamos raiva, entretanto, para odiar é preciso valorizar o objeto odiado.
Em termos práticos podemos dizer que a raiva, como uma emoção, não implica em mágoa, mas em estresse, e o ódio, como sentimento, implica numa mágoa crônica, numa angústia e frustração. Nenhum dos dois é bom para a saúde; enquanto a raiva, através de seu aspecto agudo e estressante proporciona uma revolução orgânica bastante importante, às vezes suficientemente importante para causar um transtorno físico agudo, do tipo infarte ou derrame (AVC), o ódio consome o equilíbrio interno cronicamente, mais compatível com o câncer, com arteriosclerose, com a diabetes, hipertensão crônica.

A Raiva
Ninguém está livre! A raiva é uma emoção que aparece quando nos sentimos impotentes ou frustrados. Trata-se de um mecanismo de autodefesa sem o qual o ser humano permitiria que passassem por cima dos seus desejos. Mas, quando esse comportamento se torna uma rotina, aí você tem um problema.
No momento da explosão, os hormônios se desequilibram e a pressão arterial aumenta, assim como os batimentos cardíacos. A corrente sanguínea é inundada por adrenalina, que provoca a contração dos vasos sanguíneos e pode levar à hipertensão e ao infarto. Além disso, a raiva também libera de duas a cinco vezes mais cortisol, o hormônio do estresse, altamente tóxico ao corpo. Essa substância pode desencadear problemas de saúde e emocionais.

O Ódio:
A força do ódio é muito grande. Grandes grupamentos humanos podem se irmanarem através do ódio (à um inimigo comum) ou se destruírem (numa relação do tipo perseguido-perseguidor). De qualquer forma, o ódio tem uma predileção especial para se nutrir das diferenças entre o outro e o eu e, de acordo com observações clínicas, onde se cruza com o ódio há, inelutavelmente, um excesso de sofrimento físico e psíquico. O sofrimento e o ódio são tão próximos e íntimos que cada um acaba se tornando a causa do outro.


Qualquer um pode zangar-se - isto é fácil.
Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa,
na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa - é muito difícil.
( Aristóteles )
 

MINHAS CONSIDERAÇÕES:
 
Eu concordo com o texto acima. Para mim, raiva e ódio são coisas diferentes:
Raiva é uma emoção 
Ódio é um sentimento

Raiva e ódio – senti-los é humano! O problema são atitudes movidas ou motivadas por raiva ou ódio.

ÓDIO
Sendo o ódio um sentimento, tal qual o amor, cabe a mim a responsabilidade pelos atos que eu cometer em nome de ambos. Uma pessoa movida apenas pelo sentimento – tanto no amor como ódio – tende a “quebrar a cara”, ou causar sofrimento a si e a outrem. O equilíbrio entre o sentimento e a razão é fundamental para viver em harmonia e evitar mágoas.

Fico pensando, será que já odiei alguém? Não sei se a minha memória anda fraca - (rsss) – ou se o tempo amenizou tal sentimento. Acho que já odiei, sim! Mas, hoje não sinto ódio, sinto pena de “certas pessoas”, que no passado me prejudicaram e me fizeram sofrer, muito! Acredito que, “quem planta, colhe”, então a vida se encarrega de retribuir.

RAIVA
A raiva, de uma maneira ou de outra, é um sentimento que todos evitam. Quando o sangue sobe aos olhos e a raiva toma conta, decisões precipitadas são tomadas, palavras fortes são ditas, magoas se formam.

Já fui mais “raivosa” no passado! Como boa sagitariana com a Lua em Áries (pavio-curto e impulsividade!) já tive acessos de raiva, gritei, berrei, xinguei, acusei, magoei e sofri.

Hoje, a maturidade me permite não levar as coisas tão a serio e não me irritar por coisas que não valem à pena. Mas, continuo com meu instinto alerta, pois tenho um “faro de cão perdigueiro” para identificar pessoas e perceber situações que me levam a sentir raiva. Tenho raiva de pessoas falsas e dissimuladas! Tenho raiva de gente “podre” que se faz de “santa”! Tenho raiva de injustiça!
Porém, nada, (NADA) me provoca mais raiva que a MENTIRA!!!

E, quanto me deparo com a mentira, sai de baixo! Minha reação é imediata. Sinto raiva e demonstro, sim! Nesse momento fico indignada e não tô nem aí para o que a psicologia diz: entenda isso, entenda aquilo, pense, reflita, pondere, ouça e “oscaubau”! Mentiu? Danou-se! – Me aguente!

Mentira é falta de respeito! Gente mentirosa é mau caráter! E, apesar dos ensinamentos da vida e da maturidade, ainda não aprendi a lidar com gente safada! Nem quero!



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