domingo, 8 de março de 2015

Tributo a ROSA PARKS, no Dia Internacional da Mulher.


Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks, foi uma costureira norte-americana, símbolo do movimento dos direitos dos negros nos Estados Unidos. Ficou famosa, em 1º de dezembro de 1955, por ter se recusado a ceder o seu lugar no ônibus a um branco, fato marcante na luta antissegregacionista.

Desde 1900, o transporte público na cidade de Montgomery, era legalmente segregado por raça. 



No dia 1 de dezembro de 1955, Parks entrou em um ônibus na avenida Cleveland, no centro da cidade de Montgomery. Ela pagou a passagem e se sentou na primeira fileira de assentos reservados para negros no veículo. O motorista, James F. Blake, seguiu viagem em sua rota tradicional. O ônibus ia enchendo até que na terceira parada, em frente ao teatro Empire, vários passageiros entraram. Blake notou que umas duas ou três pessoas brancas estavam em pé. Para resolver o problema ele mudou o sinal de "colored" ("pessoa de cor") para atrás da fileira onde Parks estava.
Ele exigiu que os passageiros negros sentados levantassem para que os brancos pudessem sentar. Enquanto os outros três negros levantaram, Rosa se recusou.
O homem chamou então a polícia e Rosa Parks foi presa.



Parks foi acusada de violar o capítulo 6, seção 11 da Lei de Segregação do código da cidade de Montgomery, apesar dela tecnicamente não ter sentado em um assento reservado para brancos.

Edgar Nixon, presidente da sede local do NAACP, e seu amigo Clifford Durr pagaram a fiança de Parks e ela deixou a cadeia no dia seguinte.

Nixon, Jo Ann Robinson e outros ativistas de direitos civis decidiram usar o caso de Parks para chamar atenção do público para a causa da segregação racial nos Estados Unidos. Três dias depois do evento, foi convocado um boicote aos ônibus de Montgomery. Nos eventos que se seguiram, alguns líderes religiosos e ativistas se destacaram, como os reverendos Ralph Abernathy e Martin Luther King, Jr..

Os mais de 40 mil usuários negros de ônibus da cidade e arredores prosseguiram com o boicote por 381 dias. Em 1956, a Suprema Corte americana julgou inconstitucional a segregação racial em transportes públicos.

Rosa Parks se tornou então um ícone do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.
Ela recebeu apoio e manteve contato com lideranças dos movimentos civis, como o congressista John Conyers e o reverendo Martin Luther King.

Rosa Parks continuou,  nos anos 60, como uma ativista dos direitos dos negros e participou de diversas iniciativas e marchas pela igualdade.

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